O Aedes aegypt ficou conhecido no Brasil como o transmissor do vírus da dengue, mas o mosquito também é responsável pela febre Chicungunya, parecida com a dengue, mas que ainda atinge as articulações. Agora, ele desafia a medicina ao se tornar transmissor do zika vírus.

Não é à toa que o nome do mosquito quer dizer “Odioso do Egito”. Em abril deste ano, quando os primeiros casos de febre zika foram registrados no Brasil, ela chegou a ser chamada de uma “dengue com sintomas mais leves”.

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Mas já se sabe que o zika vírus é uma ameaça mais assustadora do que se imaginava: as autoridades de saúde descobriram a relação dele com a síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune que provoca paralisia e pode levar à morte. Nesta semana, o Ministério da Saúde confirmou: o zika vírus também está relacionado com o surto de microcefalia em centenas de bebês nascidos nos últimos meses. Em muitos casos, as gestantes nem sabiam que tinham o vírus!

A criança com microcefalia tem o crescimento do cérebro comprometido, e pode apresentar dificuldades para andar e falar, além de problemas de aprendizado. O diagnóstico é dado quando o recém-nascido tem o crânio do tamanho igual ou menor que 32 centímetros e só pode ser confirmado, preferencialmente, a partir do quinto mês de gestação.

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O assunto é tão novo que nem os médicos têm todas as respostas, por isso, o mais importante é se prevenir! Pacientes com a “febre zika” já foram diagnosticados em 14 Estados. Em todo o País, mais de 300 cidades relataram casos de infecção. Os sintomas são: febre, dores no corpo e na cabeça, conjuntivite e manchas na pele. Mas nem sempre eles aparecem! Na rede pública de saúde, só se descobre que uma pessoa tem zika fazendo o exame de dengue e chikungunya. Se não for nenhuma das duas, a conclusão é de que o paciente tem o zika vírus.

A primeira dica valiosa é limpar todos os recipientes que podem armazenar água parada. Não adianta apenas despejar o líquido, mas é necessário passar uma esponja ou escovinha em todo o recipiente, pois o mosquito coloca seus ovos na parede. O repelente também é um ótimo aliado. Mas, atenção: o produto ideal para combater o Aedes aegypti deve ter a substância “icaridina” na fórmula. Outros tipos de inseticidas já não são eficazes e, em algumas cidades do Brasil, o fumacê — a principal arma das prefeituras — já não funciona mais.

Fonte: R7. Disponível em: http://noticias.r7.com/domingo-espetacular/fotos/com-surto-de-microcefalia-quatro-dicas-valiosas-ajudam-mulheres-gravidas-a-se-proteger-do-zika-virus-07122015#!/foto/1 Acessado em 09 de dezembro de 2015.

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