Desde a década de 1990, quando um decreto presidencial criou o selo Procel de eficiência energética, muitos brasileiros começaram a prestar atenção na etiqueta indicativa de consumo antes de comprar um eletrodoméstico. A obrigatoriedade do selo foi estendida para edifícios públicos federais em 2014 através da publicação no Diário Oficial da União pela Secretaria de Logística e Tecnologia da normativa IN02/2014, que obriga edificações novas ou em processo de reformas a serem “etiquetadas”.

Dos 25 prédios públicos que já possuem a ENCE (Etiqueta Nacional de Conservação de Energia) no país, cinco estão em Florianópolis, e destes, quatro são prédios do campus da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), dentre os quais o Restaurante Universitário.

Dentre os aspectos que contribuem para uma boa classificação estão algumas estratégias passivas, como o uso de cores claras para a pintura – refletindo parte da radiação solar – , aproveitamento da iluminação natural nos espaços internos, emprego de vegetação na cobertura, etc.

Se a edificação já estiver concluída, o processo de classificação – que atribui valores de A a E – pode levar aproximadamente um mês. São avaliados três itens principais: projeto arquitetônico, lumínico e o sistema de condicionamento de ar. Além disso, podem ser atribuídos “pontos extras” se a edificação também utilizar energia de fontes renováveis ou reutilizar a água da chuva, por exemplo.

O programa de avaliação de consumo de energia em edificações começou a ser feito em 2009. Edifícios privados, como casas, edifícios residenciais e comerciais também podem passar pelo processo de etiquetagem.

O que é avaliado na edificação:

  • Fachada e envoltória: devem evitar extremos de temperatura nos ambientes internos;
  • Iluminação: aberturas na cobertura devem permitir a entrada de iluminação natural;
  • Condicionamento de ar: o aproveitamento da ventilação natural reduz o consumo de energia pelo uso de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado;
  • Os pontos extras são atribuídos caso a edificação conte com equipamentos de geração de energia renovável – como painéis fotovoltaicos – e reutilize a água da chuva.

Fonte: Arch daily. Disponível em: <http://www.archdaily.com.br/br/623839/governo-torna-obrigatorio-que-edificios-publicos-federais-sejam-energeticamente-eficientes> Acessado em 23 de julho de 2015.

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